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A interação entre Corretores de Resseguro e Corretores de Seguro

Desde o final do monopólio de Resseguro no Brasil em 2007, diversas mudanças ocorreram não só na maneira das seguradoras subscreverem seus riscos, mas também na forma de condução dos negócios pelo mercado como um todo.

Acreditamos que a primeira mudança e a mais difícil tenha sido a adaptação por parte das Seguradoras aos novos critérios de aceitação de risco e precificação, trazidos pelos resseguradores recém aportados. Até mesmo porque, naquela época, as seguradoras ainda estavam muitas acostumadas ao amparo “quase maternal” do então Instituto de Resseguros do Brasil.

Durante essa fase, o Corretor de Resseguro (salvo em casos específicos) ainda era considerado uma figura distante do Corretor de Seguros. Um dos motivos foi que ainda havia uma forte demanda das seguradoras por seus serviços, pois a maioria delas não estava familiarizada às negociações dos seus contratos e precisavam “equipar” suas respectivas áreas de resseguro para tal incumbência.

Não obstante, é importante ressaltar que a interação com o Corretor de Seguros já existia, principalmente em operações conduzidas dentro de empresas de um mesmo grupo societário e, embora convenhamos, ainda com certa resistência devido a questões culturais e muitas vezes políticas dentro dessas empresas.

Porém, com o passar dos anos e com as Seguradoras muito mais adaptadas ao novo contexto, a interação entre Corretores de Resseguro e Corretores de Seguro passou a ter um cunho muito mais estratégico. Pois de uma maneira geral, até então o Corretor de Seguros brasileiro de médio e/ou pequeno porte pouco sabia a respeito da obtenção de capacidade, retenção, security, prêmio de resseguro, nível de carregamento das Seguradoras e outras variáveis que impactam e sempre impactaram diretamente na sua atividade e, consequentemente, no seu bolso.

Nesse novo modelo, o Corretor de Resseguro passa a ser um aliado extremamente poderoso. Pois, trabalhando de forma assertiva, poderá não só possibilitar ao Corretor de Seguros um maior controle e proteção sobre seu portfólio, mas também maximizar consideravelmente o resultado das suas negociações.

*Marco Guerrero é Diretor de Assuntos Internacionais de ABECOR-RE

*Artigo escrito para a Insurance Corp em Julho/2018

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